sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Legados Rio2016

Veja parte do legado das Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro



(Blog do Rafael Oliveira - 20 de Janeiro de 2017) Chegamos a 2017, fim oficial das atividades esportivas que colocam o Rio como centro da visão do mundo. Já falamos aqui, em janeiro, sobre o retorno financeiro que esses eventos trouxeram a cidade, além do aumento da confiança de investidores internacionais na cidade, mesmo em época de crise, continua a crescer a quantidade de empresas estrangeiras na cidade.

https://c5.staticflickr.com/1/748/31838619732_3202cf3e4e_b.jpgPodemos por exemplo olhar o exemplo de Barcelona, sujo jogos olímpicos mudaram toda a arquitetura de muitos bairros da cidade. A ideia da Prefeitura do Rio era similar, apesar da geografia e da forma que a ocupação cresceu ser bem diferente. Em Londres, os espaços olímpicos só se tornaram realmente um legado depois de quatro anos, hoje vemos escolas, espaços públicos para prática de esportes e até mesmo um moderno shopping. Por outro lado, vemos Atenas, que não teve nenhum legado e a cidade apenas se afundou em dívidas e não conseguiu ser a vitrine mundial que gostaria que fosse para puxar investidores.

Será que podemos ver legados no Rio? Vamos falar agora do legado deixado a cidade, ainda em pé.

O Parque Olímpico da Barra, coração dos jogos, foi construído com apoio da iniciativa privada e vai se tornar um parque público. Parte das estruturas também serão usadas pelos alunos da rede pública de ensino.  O autódromo da Barra que estava abandonado, principalmente de apoio do Governo Federal, tornou-se esse espaço que valorizou a região de Jacarepaguá e Barra. Outros parques e vilas olímpicas ficarão como legado para cidade, como é o caso do futuro Parque Radical de Deodoro, que muda a realidade da região onde se encontra.

Arquitetos, urbanistas e moradores veem como principal legado a requalificação das áreas e incentivo para um novo tipo de ocupação, assim como uma transformação na mobilidade urbana. Bairros que eram desvalorizados e até mesmo visto como "espaços feios" realmente se transformaram, principalmente por onde passa a Transcarioca. A transcarioca trouxe não apenas mudanças no transporte, mas alguns lugares por onde passou, contou com um boom imobiliário, aparecendo novos condomínios, centros comerciais, empresas, etc.

Falando em transcarioca, a mobilidade urbana da cidade se modernizou. Existe um projeto para que todos ônibus possuam ar-condicionados, os ônibus sucateados da cidade sumiram, foram criados duas linhas de BRT e a linha 4 do metrô saiu do papel depois de anos. Sabemos que os cariocas ainda reclamam da qualidade do serviço de transporte no Rio e que os BRTs não são mais a mesma coisa, mas com uma boa iniciativa da Prefeitura, as coisas podem decolar novamente. O VLT que também melhorou a mobilidade no Centro do Rio e ainda se tornou cartão postal da região.
"O início do futuro está plantado, está tudo aqui hoje. Os investimentos têm que continuar, não pode parar. Foi tudo colocado na mesa e próximos governantes, prefeitos têm que continuar. Então precisamos estar sempre plantando, investindo sem parar", diz Marcus Quintella, engenheiro de transportes da FGV.
Segundo o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, a economia carioca, no ponto de vista das pessoas, demorou a decolar após o anuncia da sede olímpica, mas uma vez embalado o crescimento não perdeu a força. Hoje, o Rio não é só uma das cidades mais ricas do mundo, mas é reconhecida por isso.

Os turistas estrangeiros das olimpíadas já se foram, mas muita coisa também vai ficar para a cidade.A zona portuária era um dos lugares mais degradados do Rio, ninguém queria andar por aqui. Hoje é o Boulevard Olímpico, a zona portuária revitalizada, um espaço de lazer democrático e gratuito.

Falando ainda em zona portuária. Temos o AquaRio, maior aquário marinho da América Latina, novo ponto cultural e lazer da cidade. O Museu de Arte do Rio que abriga a Escola do Olhar e conta com um grande acervo, como nomes como Aleijadinho, Tarsila do Amaral e Tomie Ohtake. Destaque, também, para a exposição Meu Mundo teu, do fotógrafo Alexandre Sequeira, em cartaz até julho de 2017.

A Placa "Rio_te amo" é um letreiro de dois metros de altura que segue a tendência mundial de painéis que valorizam as cidades, como os de Nova York e Amsterdã. A brincadeira é personificar o "eu" quando o turista se posiciona no centro da estrutura para declarar o amor ao Rio de Janeiro. 
O maior grafite do mundo também está nessa região, um painel de 2,5 mil metros quadrados, assinado por Eduardo Kobra, que tem trabalhos espalhados por mais de 20 países. A arte se chama Etnias e foi inspirada nos aros olímpicos que representam os cinco continentes.

Os armazéns abandonados aos poucos estão se tornando em pontos que estão trazendo mais dinheiro para o Rio, principalmente em eventos que focam a cidade do Rio ainda como Maravilhosa. Confira a agenda completa em portomaravilha.com.br/calendario. Nessa área também ainda há feiras de rua e food trucks que mudam a cara do Rio no fim de semana.

O Museu do Amanhã já faz parte oficial das grandes paixões arquitetônicas do carioca. Projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava.

Talvez a Prefeitura poderia ter feito mais pelo Rio, mas não há dúvidas que esses jogos mudaram a história do Rio e dos brasileiros. Imagine um Rio de Janeiro sem BRT, com ônibus sucateados e sem ar-condicionado, sem os investimentos de infraestrutura em Jacarepaguá e com a zona portuária caindo aos pedaços? Imagina um Rio que não tivesse sido vitrine para o mundo em plena época da crise econômica brasileira? Agora faz parte da nossa responsabilidade fazer que esse legado seja uma locomotiva, um trem-bala, de inovações para o Rio, principalmente com o lucro recebido desses jogos, e não mais um evento que ficou no passado.

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