terça-feira, 20 de setembro de 2016

Fim da Paralimpíada


Sucesso de Encerramento das Paralimpíadas


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O Rio se despediu neste domingo de seus surpreendentes e bem sucedidos Jogos Paralímpicos com festa e música, mas enlutados pela morte de um ciclista iraniano no penúltimo dia de competição.

O Maracanã voltou a ficar lotado, com os paratletas sentados no gramado enquanto os fogos de artifício anunciavam o início do adeus.

Entre os primeiros artistas a se apresentar estava Johnathan Bastos, um brasileiro que nasceu sem braços, o que não o impediu de se transformar num reconhecido músico. Ele interpretou um incrível solo de violão com os pés.

Depois foi a vez de Ricardinho, astro da seleção brasileira de futebol de 5 para deficientes visuais, que fez o Maracanã ficar de pé portando a bandeira nacional.

E, como na abertura, também houve tempo para a polêmica. Desta vez foi um músico da banda Nação Zumbi, que mostrou para as câmeras a parte de trás de seu violão onde se lia a frase "Fora Temer".

Além disso, a despedida paralímpica, com que o Brasil põe fim ao ciclo de grandes eventos realizados nos últimos anos, não foi só festa.

No sábado, o atleta iraniano Bahman Golbarnezhad, de 48 anos, faleceu durante a prova de ciclismo de estrada, manchando com o luto o final dos Jogos.

O primeiro falecimento registrado durante Jogos Paralímpicos deixou o movimento "unido na dor", segundo descrição do presidente do Comitê Internacional (CPI), Philip Craven, durante seu discurso.

No domingo podia ver-se a meio mastro tanto a bandeiro Paralímpica como a iraniana, enquanto a cerimônia respeitou um minuto de silêncio em homenagem ao atleta falecido.

Como nos Jogos de Londres-2012, a China foi a grande vencedora no Rio com 239 medalhas (107 de ouro), muito à frente de Grã-Bretanha, Ucrânia, Estados Unidos e Austrália, que completaram o top 5. Apesar de bater o recorde pessoal de medalhas, o Brasil terminou na oitava colocação, longe da meta de ficar entre os cinco maiores países paralímpicos.

Nesta edição dos Jogos foram batidos 103 recordes mundiais, diminuindo ainda mais a fronteira entre o olimpismo e o paralimpismo. 



A exemplo da cerimônia de abertura dos jogos, a chuva marcou presença e espantou muitos atletas, que assistiam às apresentações musicais e se escondiam nos acessos ao gramado. Mesmo com chuva, um grupo de vários países continuou firme e assistiu a todas as apresentações na frente do palco.
No fim, a chama paralímpica foi apagada simbolicamente por 300 cataventos, ao som de A Paz, de Gilberto Gil, cantada por Ivete Sangalo. A chama se apagou, colocando um ponto final em uma celebração única da vida e do esporte em solo brasileiro. Foram 12 dias que mostraram novos esportes ao brasileiro e, sobretudo, mostrou os brasileiros ao mundo. Agora, a chama só será acesa em Tóquio, em 2020.

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