Destino da Pira Olímpica 2016

Pira Olímpica sairá do estádio do Maracanã para museu



Resultado de imagem para pira olimpicaA cerimônia de encerramento da Paralimpíada, no próximo domingo, no Maracanã, abrirá caminho para a pergunta: o que vai acontecer com a hipnotizante escultura metálica concebida pelo artista plástico americano Anthony Howe, que encantou multidões desde que foi acesa pela primeira vez, no dia 5 de agosto, na cerimônia de abertura da Olimpíada? Seu destino está selado: ficará por um tempo, ainda indeterminado, encaixotada num depósito do Comitê Rio-2016. A ideia é que a peça vire uma das principais atrações do futuro museu temático que o Comitê Olímpico do Brasil (COB) promete inaugurar junto com sua nova sede, até o fim de 2017, na Barra. As obras, no entanto, ainda não começaram.
O Comitê Organizador explicou que, antes da transferência da pira para o COB, será preciso cumprir algumas formalidades burocráticas. A principal delas será a alteração juntos aos órgãos federais da condição de como ela foi trazida para o Brasil. Isso porque a ideia inicial se tratava de uma importação provisória e, agora, a escultura ficará definitivamente no país.
PAES: "PIRA NÃO VALE NADA"
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Por sua vez, a pira em menor escala, encomendada pela prefeitura e instalada na Zona Portuária, vai permanecer após a Paralimpíada, no mesmo local. Mas, obviamente, apagada. O curioso é que, apesar de a escultura do Maracanã sempre ter sido de propriedade do Comitê Rio-2016, o prefeito Eduardo Paes chegou a cogitar levá-la para o Parque Madureira, como uma espécie de memória do evento. Ontem, Paes disse que a escultura no Maracanã não teria a mesma qualidade que a réplica adquirida pela prefeitura:
— A pira do Maracanã não vale nada. Eu estava crente que ela era do mesmo material da pira do Porto. Mas é de um material que vai acabar — disse o prefeito.

Resultado de imagem para pira olimpicaNa realidade, as duas esculturas foram concebidas para propostas diferentes: um ambiente mais protegido (um estádio de futebol) e outro onde a obra de arte ficaria exposta numa via pública permanentemente, sob os efeitos do calor e da chuva. Mas ambas começaram a ser fabricadas pelo mesmo processo. As esculturas originais foram desenhadas em computador já planejadas para ter três dimensões.
A pira da Zona Portuária tem sete metros de altura (incluindo a base) e três metros de diâmetro (a escultura). Foi projetada para suportar rajadas de até 150 quilômetros por hora. Internamente, funciona como uma espécie de “catavento”, que roda toda vez que há uma brisa, por mais leve que seja. Por sua vez, a pira do Maracanã, que é quatro vezes maior que a da Zona Portuária, usa recursos tecnológicos (não detalhados pelo Comitê Rio-2016) que fazem com que a estrutura comece a rodar com o calor das chamas. Essa pira maior pesa 1.815 quilos e resiste a ventos de 90 quilômetros por hora.

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