domingo, 11 de abril de 2010

Primeiras favelas a ser transferidas...

Prefeitura anuncia que acabará com oito favelas da cidade do Rio de Janeiro

http://jbonline.terra.com.br/editorias/rio/fotos/11bumba.jpg

Infelizmente foi necessário muitos morrerem e muitos perderem seus móveis, roupas e barracos para o governo perceber que o Rio não precisa de investimentos em favelas, mas investimentos para acabar com a favelização e dar vida digna a qualquer ser humano e a uma cidade digna a aqueles que pagam o imposto mais caro do mundo.

Depois de "favelas-bairro", "PAC", "PAC 2", "projeto Dona Marta", entre outros, a prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que removerá famílias de oito favelas da cidade.

As comunidades são: o Morro do Urubu (entre Tomás Coelho e Pilares); na comunidade dos Prazeres, no Morro do Fogueteiro, na comunidade São João Batista, no Cantinho do Céu e no Pantanal (todos em Santa Teresa); na comunidade Laboriaux, na Rocinha; e no Parque Columbia.

Será um total de quatro mil famílias. No caso dos moradores do Prazeres e do Fogueteiro, o governo estadual liberou a área do antigo presídio da rua Frei Caneca para a construção de cerca de 2.200 unidades habitacionais. Já os moradores do Urubu receberão casas pelo programa "Minha casa, minha vida". Quem sai do Cantinho do Céu e do Pantanal vai participar de um programa de aquisição assistida de imóveis, com o apoio da prefeitura. Por fim, os que forem removidos do São João Batista serão indenizados no valor do imóvel, mais 40% do valor.

Provavelmente após a poeira abaixar, a prefeitura abandonará tais projetos, mas eu venho aqui apenas provar o que eu já disse várias vezes. Deslocar famílias para casas de verdade, retirando-as da favela, é positivo para a classe baixa, para a classe média, para miminzar a violência, para desarticular o tráfico de drogas, para acabar com o descaso de tantas famílias que vivem uma situação social vergonhosa, e até melhora a paisagem da cidade, custando quase o mesmo que já é gasto com manutenção de pacificação e projetos sociais que apenas tapeiam. E ainda o terreno poderia ser até vendido para a iniciativa privada para haver mais verba para seguir este projeto, e certamente muitas empresas patrocinaram tal ideia.

Vale lembrar que regiões onde hoje é Copacabana e a Lagoa Rodrigo de Freitas já foram grandes favelas no passado. Outro exemplo é a região onde hoje é a UERJ do Maracanã, o qual era uma grande favela (Favela do Esqueleto), mas estes moradores foram transferidas para a Vila Kennedy, zona oeste da cidade, projeto do ex-governador Carlos Lacerda.

Carlos Lacerda apoiava projetos de deslocamento de favelas ao invés de "favelas-bairro" e quando foi governador, também foi o responsável pela construção da estação de tratamento de água do Guandu (A maior estação do Brasil), também idealizou a construção dos túneis Santa Bárbara e Rebouças, reurbanizou e inaugurou o Aterro do Flamengo, construiu hospitais de alto padrão, e era contra um candidato corrupto (o qual havia desviado dinheiro ainda quando era governador) que desejava ser presidente, este com o nome de Juscelino Kubitschek.

Porque quanto mais projetos a favor das favelas, mais favelas haverá na cidade. O Rio tem que acabar com esta vergonha, e evitar a construção de novas residências em tais áreas.

Depois disso tudo, Sérgio Cabral também confirmou que 220 famílias do Morro do Céu, em Niterói, sairá da favela após os investimentos do governo em uma favela construída em cima de um ex-lixão de Niterói com apoio do governo.

Texto escrito e postado por Rafael Oliveira, 11 de Abril de 2010

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