quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Fashion Rio 2010

Fashion Rio tem dia de moda masculina, terror romântico e estampas espaciais


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Construções gráficas e recortes em patchworks de moletom e seda, náilon e algodão num look de surfista urbano marcaram no Fashion Rio desta terça-feira (12) a despedida do estilista Jurgen Oeltjenbruns, que há dois anos revoluciona a imagem da Redley. Jurgen deixa na grife seu design puro e perfeitamente construído. A coleção partiu de uma foto que ele tirou no metrô de Nova York de um garoto com uma prancha de surfe e mostra que o esporte e o look utilitário voltam com força total.

Marca registrada de Jurgen, a geometria minimalista surgiu em paletós de moletom com recortes de cetim e mochilas acopladas. Os homens vieram de parkas em náilon, um dos materiais chaves da coleção. Sapatos masculinos, lembrando na frente mocassim e atrás coturno, pisaram arrasando na passarela.

O tricô, estrela desse inverno, deu as caras sob a forma de estampa digital aplicada nas malhas leves dos modelos femininos. O zíper aparente, outra característica da temporada, pontuou os bolsos das bermudas ciclistas com brilho metálico e as calças masculinas ou revelou uma estampa escondida numa saia.


O mar da R.Groove

Artista da estampa, Rique Gonçalves estreou no line up oficial com calças utilitárias, paletós e parkas que flertaram com o rock’n’roll. Os grafismos criativos da marca coloriram na medida exata a calça cenoura (mais larga em cima e afunilada na perna) em versão masculina.

O azul, inspirado no “Mar revolto” de Carlinhos Brown, explodiu em gotas ampliadas em algumas peças. O street da R.Groove, marca que surgiu no Rio Moda Hype e acabou premiada como revelação no prêmio Moda Brasil, desfilou mais refinado apostando em macacões e nas tiras que ajudam a franzir e a brincar com a forma das calças.

Não tem nada mais 80 do que um vampiro

“Fome de viver”, filme dos anos 80 com Catherine Deneuve e David Bowie, inspirou a a estilista Helô Rocha no inverno de sua marca Têca, marcado pelo terror romântico. Se pensarmos bem, não tem nada mais anos 80 do que um elegante vampiro. “A ideia surgiu da vontade que eu tinha de criar um clima sombrio, porém glamouroso. Além do filme, a estética de Michael Jackson na década de 80 também me inspirou, mas para trazer leveza ao tema sóbrio, estampei peças com poás de corações”, contou.

Com vestidos e saias variando de volumosas tulipas às formas justinhas de malha texturizada, a Têca desfilou muito brilho em peças inteiramente cobertas por paetês de aspecto oxidado, além de bem humorados maxipaetês cortados em forma de morcego, aplicados aqui e ali. A camurça é outro tecido importante na coleção, dando forma desde casaquetos com ombros volumosos, até uma regata azul do tipo coringa no guardarroupa.

Na passarela da Espaço Fashion Carol Trentini, Ana Beatriz Barros, Bárbara Berger e Juliana Imai desfilaram uma coleção marcada por misturas inusitadas como o paletó retorcido de borracha salpicado por paetês 3D, jeans com minibotões forrados e estampas intergalácticas.

Recortes à la Balmain revelando a pele, brilhos, estampas bicolores e ombors marcados foram os pontos fortes da marca. Balmain, aliás é o nome mais citado como referência na maioria dos desfiles. A marca foi revivida por Christophe Decarnin e ultimamente, com vestidos sexies de um ombro só, jaquetas rockers e um estilo sensual substituiu Balenciaga na preferência das it girls globais.


Texto extraído de G1

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