domingo, 7 de dezembro de 2008

Barcas chega em São Gonçalo

Cabral Promete que até 0 fim de 2009 os gonçalenses ganharão transporte marítimo

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O Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, anunciou neste sábado que antes do ano 2009 terminar, todos os moradores de São Gonçalo não precisarão mais ir até Niterói para pegar barcas para a cidade do Rio de Janeiro. “Dá para entregar no último trimestre do ano que vem uma boa estação, bacana, em São Gonçalo”, avalia o governador.

Cabral explica que diretores da Barcas S/A alegaram algumas dificuldades, como a necessidade de dragagem em pontos da Baía de Guanabara. “Eles dizem que eu tenho que dragar não sei o quê, que não conseguem dragar sozinhos. OK, eu tenho recursos do Fecam (Fundo Estadual de Conservação Ambiental) para dragar, posso usar essa verba. Eles afirmam que a Prefeitura de São Gonçalo tem que integrar os ônibus. Concordo com eles também. É evidente que as linhas municipais têm que chegar até o terminal. Não é tão complicado assim, não são investimentos pesados”, afirma.

O governador também comentou estar “muito insatisfeito” com o trabalho feito pela Barcas S/A, mas reconhece que o Estado também não investiu no transporte marítimo, ao contrário do que fez no metrô e nos trens da SuperVia.

Enquanto as negociações não avançam, Cabral quer maior fiscalização nas barcas, pelo Estado e pela Agetransp, a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos de Transportes do Rio de Janeiro (Agetransp).


BARCAS PARA PAQUETÁ

O governador Sérgio Cabral também criticou a decisão da BARCAS S.A. em encarecer a passagem a Paquetá nos fins de semana. Em relação às barcas para Paquetá, ele faz uma provocação: “Não consigo entender como a tarifa aumenta barbaramente no fim de semana. Isso é uma burrice ao meu ver. Uma burrice. A tarifa mais do que dobra no fim de semana (R$ 4,50 por viagem nos dias de semana; R$ 9,50 nos fins de semana e feriados). Afasta o turista de classe média baixa, de classe média, que deixa de ir com essa tarifa. Fica impraticável. Além de pagar as passagens, ele precisa alugar charrete, almoçar com a mulher, com o filho, como é que faz?”, questiona.

Cabral insiste: não quer retomar nenhuma concessão pública, mas acha fundamental chegar a um acordo com a Barcas. “Quero encontrar uma solução que possa ajudá-los. Mas eles têm que me ajudar para que eu consiga dar essa ajuda”, concluiu.

Texto escrito e postado por Rafael Oliveira, Brasília, 7 de Dezembro de 2008
Foto: www.geocities.com/rio.tour

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